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A pedagogia Montessori de finais de século XIX está amplamente difundida por muitos países da Europa, Estados Unidos da América, bem como em outros continentes. O motivo que levou inúmeros profissionais da educação a incorporá-la como uma referência relaciona-se com o facto de sentirem que a pedagogia vai ao encontro da trajetória natural de desenvolvimento da criança, respeitando-a de forma a garantir os seus direitos fundamentais.

Qual o propósito da pedagogia Montessori e que respostas nos dá?

Alcançar e dominar as competências metodológicas

Alcançar e dominar as competências metodológicas. Numa sala Montessori trabalham-se todas as áreas com metodologias globais e analíticas. Sem perder de vista o contexto, as crianças trabalham e aprofundam analiticamente os conteúdos das matemáticas, línguas, conhecimento do meio, etc. Cada conteúdo é trabalhado mediante um ou vários processos que termina com uma evocação dos conhecimentos adquiridos, sejam conceitos ou procedimentos. Esta evocação é diferente em função da idade, mas pode consistir numa explicação a um companheiro, elaboração de um texto escrito, exposições ou provas de diferentes formatos. Esta variedade de formatos, permite consolidar as competências metodológicas. 

Integrar as diferentes áreas do conhecimento

Integrar as diferentes áreas de conhecimento (competências metodológicas). O currículo Montessori desenvolve-se através de fios condutores muito claros que estão, por sua vez, entrelaçados entre si. Por exemplo, o trabalho sensorial de 0 a 6 anos tem, para além do objetivo concreto do desenvolvimento dos sentidos, propósitos indiretos que a criança recuperará no currículo das matemáticas. Todo o currículo cresce sobre si mesmo e as aprendizagens apoiam-se entre si.

Atenção á diversidade

Atender à diversidade (competência metodológica). A abordagem científica de Maria Montessori, baseia-se na observação rigorosa da criança e do seu processo pessoal evolutivo. Permite oferecer a cada criança um percurso ajustado ao seu ritmo, estilo de aprendizagem e interesse no momento, ao mesmo tempo que, pela alternância de focos que propõe, convida a trabalhar com outros estilos, resultando disso, um desenvolvimento incomparável das estratégias de aprendizagem individuais.

Favorecer a interação e desenvolvimento social

Favorecer a interação e o desenvolvimento social (competências comunicacionais). Montessori cria um ambiente educativo no qual o adulto, os alunos e os materiais de aprendizagem criam um clima de participação tão sistematizado, quanto espontâneo. O educador Montessori atua como Guia desse ambiente, mas é a comunidade que oferece aos seus indivíduos este ambiente acolhedor e estimulante, tanto a nível espiritual como material. Este novo papel do educador favorece enormemente a aprendizagem cooperativa entre as crianças, cujas competências sobre o trabalho de equipa e a interação mútua encontram um contexto e ambiente propícios.

Processo de aprendizagem e crescimento do aluno

Implicar as crianças no seu próprio processo de aprendizagem e de crescimento (competências pessoais). Uma das mudanças exponenciais desta pedagogia é o novo papel e ponto de vista dos educadores, convertido num guia (que vai para além de mero transmissor de informação), já que na sua condição de adulto profissional, conhecedor dos processos e interesses da criança, toma decisões adaptadas ao seu desenvolvimento. O guia é o intermediário entre o conhecimento e a criança, favorecendo sempre a autonomia. A criança vive um processo de autoconstrução, “constrói-se a si mesma” já que a sua mente, absorvente numa fase inicial, raciocinadora numa fase seguinte e integradora de tudo o que vive e acontece à sua volta, reelabora integrando na sua personalidade todas as suas experiências. 

Num ambiente preparado Montessori, as crianças beneficiam de intermináveis possibilidades para trabalhar segundo os próprios interesses, fazendo com que a experiência que vivem os alunos seja muito mais vivencial e profunda:

  • Os materiais são autocorretivos

  • Há cooperação entre alunos de diferentes idades

  • Diferentes perspetivas, globais, analíticas, concretas, abstratas, simultâneas, sequenciais

  • Lições chave, que abrem um leque de possibilidades e variantes na prática

  • Oportunidades de invocar as aprendizagens adquiridas de diferentes formas

  • Acreditar nas potencialidades dos alunos (competências pessoais).

Educação real e aplicação para a vida

Oferecer aos educandos uma educação mais real e de aplicação prática pata a vida (competências pessoais). Desde as idades mais precoces, a criança pode desenvolver a sua autonomia e independência, não somente relativa ao seu processo educativo, mas também nos restantes âmbitos da sua personalidade (afetividade, socialização, sentido crítico, etc.). O currículo da área de Vida Prática em Montessori é um exemplo muito claro disso.

Autoconhecimento pessoal e desenvolvimento de inteligência emocional

Favorecer o autoconhecimento pessoal e desenvolver a inteligência emocional (competências pessoais). A pedagogia Montessori descreve que características deve ter uma sala para dar resposta à idade das crianças. Também descreve em que condições se devem propor as aprendizagens. A definição destes detalhes está relacionada com as características psicológicas da criança. Nas primeiras etapas da vida, nas quais o indivíduo forma a sua personalidade e molda o seu carácter, favorece-se o trabalho e atividade individual, facilitando a experimentação da autonomia e o encontro com o próprio. Sobre esta base, propõe-se desenvolver as competências sociais e de grupo. A criança que trabalha numa sala Montessori toma decisões, assume responsabilidades, assume o erro como parte do trabalho, respeita os outros. Por outro lado, o grupo heterogéneo de idades numa mesma sala, proporciona infinitas oportunidades de interação social e ajuda académica e emocional entre os alunos.

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Em síntese, deve entender-se que a pedagogia Montessori contribui com conhecimentos sobre o desenvolvimento psicológico, emocional, afetivo, oferecendo informação concreta sobre que necessidades devem estar cobertas em cada faixa de desenvolvimento e como se manifestam na criança e adolescente, para poder afirmar que se produz um desenvolvimento saudável. As tendências humanas, os períodos sensíveis e os planos de desenvolvimento que Maria Montessori pôde observar com as crianças com as quais trabalhou, e que podem ver-se hoje numa sala Montessori, exemplificam temas como motivação, níveis de exigências e de concentração, interesses e formas de aprender, que fornecem ao guia Montessori a capacidade de orientar e reorientar a condução da aula e de todos os seus alunos.